Em Roma sê romano

Não tenho provas (alguns amigos adoptaram essa coisa agora: ó gaja, ou mandas fotos da receita que testaste hoje ou não conta) mas hoje decidi fazer porridge. Desde que cheguei cá que ouço falar de porridge. Porridge para cá, porridge para lá. Não há livro de cozinha recente que não traga receitas de porridge normal (com flocos de aveia) mas há versões com quinoa e trigo sarraceno e millet. Já tinha testado umas versões de pacote que só precisam de água a ferver e jurei para nunca mais. Mas caramba, um povo inteiro não pode comer aquilo ao pequeno-almoço (e não, a malta não faz ovos e bacon e feijões e tomate todos os dias para o pequeno-almoço em casa) e não prestar para nada. Há coisas estranhas (marmite por exemplo) mas essas há sempre facções contra e a favor. Porridge é mais consensual.
Portanto, vamos lá. O pior que pode acontecer é tudo para o lixo. Mas confesso, gostei! É uma papa quente a que adicionei fruta e sementes e maple syrup. É uma coisa reconfortante, que cai bem acompanhada de um café de saco. E que tenho a impressão que me vai manter de barriga cheia até ao almoço.
Eu sei... um post inteiro sobre porridge. Qual é o mal de torradas com queijo e fiambre? Nada, verdadeiramente nada. Mas  o mundo cresce um bocadinho todos os dias em que testo coisas novas, ou aprendo algo diferente. Portanto hoje, abri-se o maravilhoso mundo do porridge.
Nota mental: tentar fazer as tartes minusculas e deliciosas que a minha vizinha trouxe ontem para o churrasco da rua: cebola caramalizada e queijo de cabra. De chorar por mais!
P.S Foto da segunda tentativa abaixo

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